CASABLANCA

CASABLANCA
Uma mesa periclitante
com duas “caricas” a equilibrá-la.
Quatro cadeiras,
com ferrugem três delas.
A outra de plástico,
requeimada pelo sol.
Gente de língua estranha
borboleteava em ruelas estreitas,
de cheiro a incenso e canela.
Sombras femininas deslizavam discretas
entre albornozes de árabes barulhentos.
Uma bandeja cheia
de copos de chá menta
fumegou perfumada.
Sem piano e Humphrey,
entre sorvos cautelosos,
deslizei no meu primeiro pôr de sol
em Casablanca.
4 Uivos:
o som do chá deixado cair no copo...uma casa cheia de fumo, mulheres que nele se escondem...homens desdentados!
o genuino cheiro...por vezes desagradavel, doce e enjoativo, que se sobrepoe à canela... a carne e as moscas!
Casablanca...quero lá voltar
eu quero lá ir... porque nunca fui...
xi
maria
Sem o filme, Casablanca não se tornaria o mito de que tantos falam. É uma cidade igual a tantas outras cidades europeias...
Casablanca é muito mais europeia do que marroquina
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