domingo, abril 12, 2009


Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como dói

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Manuel Alegre

7 Uivos:

Blogger Paula Raposo uivou...

Óptima escolha, Maria. Adoro a poesia do Manuel Alegre que vai ser reunida em livro. E que eu quero ler...muitos beijos.

3:41 da tarde  
Blogger Osvaldo uivou...

Olá Maria;

Que belo prazer de ler aqui uma bela poesia do Manuel Alegre, homem extraordinário que tive o prazer de conhecer no ano 2001 na Feira Internacional do Livro de Genebra e que após cinco minutos de conversa, me rendi à sua alta capacidade de dialogar.

bjs, Maria.
Osvaldo

9:56 da tarde  
Blogger Arabica uivou...

~Tão perigosos esses verbos,
ambos de cadência temperamental,
ambos de destino -casualmente-, em naufrágio.


Um beijo, Maria.

12:52 da manhã  
Blogger Vento uivou...

Naufrágio ardente numa necessidade absoluta de respirar.

Beijo

9:39 da manhã  
Blogger Maria Clarinda uivou...

Que maravilha, Maria!! Manuel Alegre, sempre!
Jinhos

12:30 da tarde  
Blogger Maripa uivou...

Extasio-me a ler Manuel Alegre e este poema "Coisa amar" gosto de o saborear longamente longamente.

Beijinho carinhoso,Maria.

11:36 da tarde  
Blogger Maria Emília uivou...

Manuel Alegre extasia-me sempre e muito em especial este poema.
Parabéns pela escolha.
Um abraço,
Maria Emilia

12:43 da manhã  

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